quarta-feira, junho 30, 2010

DIGO NÃO À TECNOLOGIA NO FUTEBOL

Eu, Carlos Tellini, sou contra o uso da tecnologia para evitar erros no futebol. 100% contra. Vou explicar minha posição diante de tantas discussões se a bola entrou e/ou se o atacante estava impedido.
Para que entendam quem está defendendo esta posição, além de jornalista esportivo, com 23 anos de profissão em rádio, TV, jornal, assessoria de imprensa e site (futebolinterior.com.br e amadornarede.com.br), sou praticante do futebol, disputei o atual campeonato amador de futebol de Campinas pelo time SMEL e sou árbitro de futebol desde 1988, sendo formado em aulas ministradas pelo ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol Sérgio Bertagnolli, na Liga Campineira de Futebol.
Isto posto, sou aquele apaixonado pelo futebol além das quatro linhas. Sinto falta dos debates no botequim quando todos tinham um ponto de vista diferente sobre o mesmo lance. Se foi pênalti ou não; se estava impedido ou não.
E as mesas redondas de domingo à noite... Que delícia acompanhar os debates acirrados. Aqueles que muitas vezes o telespectador utilizava para formar sua opinião e defender nas conversas de boteco, no almoço da empresa do dia seguinte, como se fosse a opinião somente dele.
Sabe quem acabou com isso? O tira-teima, as 259 câmeras colocadas no estádio. Não precisa do Arnaldo (Coelho), do José (Wright) ou do Renato (Marsiglia) – os comentaristas da Globo – para dizer se o lance foi legal ou não. A gente está vendo. Está na cara. Os pedros, os antonios, o joões, os josés, e até minha avó comentariam.
Chegamos finalmente a Copa da África. Muito legal a Super Câmera. Mas... Entendo que ela, inclusive, diminui os efeitos de uma verdadeira falta dura. Cansei de ouvir gente dizendo que o Kaká não havia feito nada no lance da expulsão diante da Costa do Marfim. Olhando pela Super Câmera sou obrigado a concordar. Mas se o lance é visto em velocidade normal, dá para ver que o Kaká não teve nada de bonzinho. Ele deixou o corpo quando viu que o adversário vinha na sua direção. Se o marfinense fez teatro ou não, essa é outra história.
O ponto que quero chegar é o seguinte: vamos discutir a tecnologia no futebol da TV, o futebol da Fifa??? E como fica o futebol da Série C e D do Campeonato Brasileiro??? Dos campeonatos do Mato Grosso do Sul, do Pará, do Amador Municipal de Campinas????
As regras são as mesmas, a forma de disputa é a mesma, mas quem vai investir em tecnologia?
Futebol é praticado por homens. Goleiros que frangam, zagueiros que furam, volantes que não marcam e atacantes ruins na finalização. Será que haverá tecnologia para eles também, para os osórios, os greens, os komanos?

ERRO CRASSO
Fico indignado com a imprensa que não sabe diferenciar o trabalho do árbitro principal e de seus assistentes. Não foi Roberto Rosseti e Jorge Larrionda que erraram contra México e Inglaterra, mas sim os bandeirinhas Stefano Ayroldi e Mauricio Spinosa. E por que desta minha preocupação?
Fale rápido (sem tempo para pesquisas na internet): quem foi o assistente do jogo Santos x Botafogo de 1995, quando o time carioca foi campeão brasileiro e até hoje os paulistas reclamam de um gol impedido validado a favor do Botafogo e outro legal do Santos, mas que Marcio Rezende de Freitas atendendo a indicação do bandeira assinalou impedimento.
Até hoje o árbitro é acusado de ter “operado” o Santos. Mas os lances eram do assistente. Você lembrou o nome dele?
Quero jogar o mesmo futebol que se joga na Copa do Mundo, com as mesmas regras e as mesmas condições.

2 comentários:

Jeferson Cardoso disse...

Tellini, penso que o uso da tecnologia no futebol ofuscaria o brilho do futebol arte.
Jefhcardoso do
http://jefhcardoso.blogspot.com

Carlos Javier disse...

Tellini, hola como estas. Soy Carlos Tellini. Soy de Argentina, que placer mirar tu blog... espero podamos conversar... Abrazos